Mulheres no Esporte

No dia 19/10 desse ano em São Paulo aconteceu um encontro com o tema, Mulheres no Esporte. O bate papo foi realizado no dentro espaço MIT Point do JK Iguatemi.

O time escolhido para discutir o assunto, era formado pela Erika Sallum (Ciclocosmos), Renata Falzoni (Bike é Legal), Fernanda Venturini (GFNY Brasil) e Luisa Jucá (GFNY Brasil), e do outro lado muitas mulheres que fomentam o ciclismo, como a Claudia Franco (Ciclofemini), Renata Mesquita (Pelotão das Minas), Marina Richwin (Specialized) e a multi campeã Adriana Nascimento.

Falando um pouco com números relacionados ao segmento feminino, a quantidade de atletas mulheres federadas pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) é um pouco mais de 700, contra 7500 de homens federados.

Analisando uma matéria que a BBC publicou, onde desde 2013 conseguiram aumentar 723 mil mulheres pedalando através do programa #weride e que o objetivo é chegar a um milhão delas em suas bicicletas, buscamos entender as principais dificuldades e como atuar no nosso mercado.

Um dos principais motivos que bloqueiam a entrada de novas ciclistas, tanto lá como aqui é a segurança nas estradas. No Brasil podemos ampliar isso para a segurança das cidades. Com segurança, cresce o grau de confiança das ciclistas urbanas que passam a optar pela bicicleta como meio de mobilidade.

Esse programa detalha incentivo à abertura de clubes femininos de ciclismo, que hoje são mais de 500 espalhados pelo mundo. Seguindo a tendência, observa-se o crescimento de mais de 70% de treinadoras femininas e quase 80% de licenças de corrida para mulheres, mulheres já ocupam cargos na confederação. O reflexo disso tudo já ocorreu na Olimpíada e Paraolimpíada
do Rio de Janeiro, com dez pódios e mais de vinte títulos mundiais desde 2013.

Quando Adriana Nascimento decidiu ser atleta, não encontrava equipamento adequado e usava capacete e sapatilha maiores e bicicletas masculinas.

Hoje já encontramos algumas opções, mas o mercado está apenas engatinhando e precisa oferecer e acreditar nesse crescimento das mulheres no esporte. Marina Richwin, gerente de Marketing da Specialized, nos contou que o número de mulheres no ciclismo cresceu 85% em 2017 e espera ainda mais dos próximos anos. Em artigo da BBC, o mesmo comportamento se repete e o segmento de road bike feminina apresentou a maior porcentagem de crescimento representando 10% do total das vendas, ou seja, tem muito espaço para crescer.

As provas são um dos amplificadores do ciclismo. É fundamental uma igualdade na divisão de categorias, para que a mulher se sinta desafiada e tenha parâmetros justos e troféu para as melhores colocadas.

Cláudia Franco, bicampeã do Brasil Ride Road em sua categoria, falou sobre a motivação de entrar nas provas para brigar por uma colocação e como isso faz toda a diferença na escolha de quais eventos participar e do número de mulheres participantes.

O GFNY Brasil, é uma das provas com maior porcentagem de mulheres, o número beira os 30% do total de inscritos. As organizadoras Fernanda Venturini e Luisa Jucá entendem e valorizam a presença feminina. Para isso, entregam prova com infraestrutura que permite segurança e confiança das mulheres da elite do ciclismo e para as que querem ter o desafio de participar de uma prova de longa distância.

Em 2018, a expectativa é que o número seja ainda maior e que mais mulheres possam viver a emoção de uma grande prova.

Grupos de treinos Femininos em São Paulo:
– Velo Vert – (treinamento específico para o GFNY Brasil e provas de longa distância)
– Ciclofemini – (técnica de pilotagem de road bike)
– Pelotão das Minas – (treino semanal na ciclocapivara)

Por: Ricardo Gaspar

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